terça-feira, 15 de outubro de 2019

Prédio residencial desaba em Fortaleza e causa ao menos uma morte




Um prédio residencial desabou na manhã desta terça-feira (15) no Bairro Dionísio Torres, área nobre de Fortaleza. 

Um boletim divulgado pelo Corpo de Bombeiros às 15h54 listou:

·         1 morto

·         9 resgatados com vida (cinco deles já identificados; veja mais abaixo)

·         10 desaparecidos (reclamados pelas famílias)


O que se sabe até agora

·         Edifício Andréa desabou às 10h28

·         Uma morte foi confirmada

·         Ao menos nove pessoas foram resgatadas com vida

·         Ruas no entorno do edifício foram bloqueadas

·         O prédio ficava no cruzamento na Rua Tibúrcio Cavalcante com Rua Tomás Acioli

·         O edifício estava a 3 quilômetros da Praia de Iracema, região turística da capital cearense

·         Testemunhas relatam que viram moradores dentro do edifício Andréa no momento do desabamento. Logo após a construção ruir, pessoas foram vistas correndo para longe do condomínio. A nuvem de poeira formada pela queda do prédio pode ser vista no vídeo acima.

·         Uma ex-moradora do prédio contou ao G1 que a construção tem mais de 40 anos e passava por reforma. A estrutura tinha sete andares e dois apartamentos por andar, segundo ela.

·         Um vídeo feito no condomínio nesta segunda-feira (14) mostra a situação precária das colunas de sustentação do edifício. Segundo testemunhas, o prédio estava em obras. Em um grupo de WhatsApp, moradores relataram preocupação com reforma realizada no local.

·         O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE), Emanuel Maia Mota, afirmou em entrevista à BBC News Brasil que foi registrada, nesta segunda, Anotação de Responsabilidade Técnica informando uma reforma no Edifício Andréa.

De acordo com Maia, a anotação entrou ontem nos registros do Crea-CE em nome de um engenheiro que informava que uma reforma seria executada no prédio, sem especificar em que área seria esta obra.

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU), no entanto, afirmou em nota que não encontrou nenhum registro de atividades de arquitetura cadastrado no Sistema de Informação do Conselho para o endereço do prédio.

"Caso o prédio estivesse em obras", como relatam moradores, "deveria haver um profissional habilitado responsável, arquiteto ou engenheiro", diz a entidade.

Os feridos já identificados

Até a última atualização desta reportagem, havia detalhes apenas sobre cinco dos nove feridos resgatados:

· Fernando Marques, de 20 anos – foi o primeiro resgatado com vida dos escombros; deu entrada com ferimentos no Instituto Doutor José Frota (IJF), hospital público de Fortaleza

·   Antônia Peixoto Coelho, de 72 anos – estado de saúde considerado grave

·   Cleide Maria da Cruz Carvalho, de 60 anos – deu entrada no hospital com ferimentos no corpo, mas o quadro é estável

·   David Sampaio, de 22 anos – o estudante de arquitetura sofreu escoriações e foi levado à Otoclinica (clínica particular de Fortaleza); ele enviou uma selfie a familiares enquanto estava sob os escombros

· Gilson Gomes, de 53 anos – resgatado de um pequeno comércio ao lado do prédio.
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