quinta-feira, 14 de março de 2019

Polícia conclui inquérito e indicia vigilante e PM sobre morte dos três adolescentes em São Luís




A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou por triplo homicídio qualificado o soldado da Polícia Militar, Hamilton Caires e o vigilante Evilásio Júnior pelo assassinato de três adolescentes no dia 3 de janeiro no bairro Coquilho, em São Luís.

O caso aconteceu em um canteiro de obras do programa Minha casa, minha vida. Os jovens foram achados com tiros na nuca e foram identificados como Gustavo Feitosa Monroe, de 18 anos; Joanderson da Silva Diniz, 17 anos; e Gildean Castro Silva, de 14 anos.

O inquérito foi enviado ao Ministério Público para oferecer denúncia. A polícia concluiu que a execução foi realizada pelo soldado Hamilton com a ajuda de Evilásio júnior. O PM cumpre prisão preventiva e Evilásio, prisão temporária. Eles negam a participação no crime. No entanto, segundo a polícia, os dois entraram em contradição em vários pontos. O policial disse que perdeu a arma. 40 que usava, mas nunca comunicou a perda e o vigilante havia dito que não tinha entrado na mata, mas a polícia encontrou um óculos dele e o vigilante mudou a versão.

Ao todo, foram ouvidas mais de 20 testemunhas, entre vigilantes e outros policiais que também faziam a segurança das obras no bairro. Provas periciais também apontam a autoria do crime.

“Boa parte das provas apontaram nesse sentido, inclusive provas periciais. Inclusive, é bem provável que o executor tenha contado com o apoio de uma segunda pessoa para contar que os adolescentes se evadissem ou esboçassem alguma reação. Também é importante frisar que a ficha dos três adolescentes era limpa. Pelo contrário, eram estudantes e até queridas na comunidade. Por isso a revolta”, contou o delegado Dilson Pires.

Evilásio é suspeito de ajudar na perseguição aos três jovens. — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Motivação

De acordo com o inquérito, a obra de construção de residências estaria sendo alvo de vandalismo e furtos, por isso os vigilantes - que não usam armas - haviam solicitado reforço policial de outros agentes que também costumavam fazer serviço extra.

No dia 3 de janeiro, os três adolescentes estariam nas imediações e, ao serem avistados, foram perseguidos pelo matagal, mas nenhum deles tinha passagem pela polícia. 

Fonte: G1 - Maranhão
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