terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Vigiais que viram jovem ser morto também podem responder por homicídio.



De acordo com o delegado Antônio Ricardo, diretor do Departamento Geral de Homicídios da Polícia Civil, dois vigilantes que também estavam no supermercado e acompanharam toda a situação estão sendo investigados por omissão de socorro e também podem responder por homicídio culposo. Isso, segundo ele, porque eles estavam no local como “garantidores”. 
Segurança segura suspeito em supermercado na Barra — Foto: Reprodução/Redes Sociais
“Eles estão sendo investigados por omissão de socorro, mas também poderão responder por homicídio culposo já que eram agentes garantidores naquela situação”, disse o delegado Antônio Ricardo.

Os dois vigilantes eram esperados na manhã desta terça-feira (19) na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A polícia tenta identificar ainda um terceiro vigilante que também aparece nas imagens.

“Nós estamos tentando identificar pela análise das imagens, pelo coturno dele que aparece. Ele também será chamado pra prestar depoimento”, explicou Antônio Ricardo.

Pedro Gonzaga foi morto após levar um "mata-leão" de um segurança dentro do supermercado Extra na Barra da Tijuca. Imagens que circulam em redes sociais mostram o vigilante Davi Amâncio em cima do jovem, já aparentando estar desacordado. Pessoas no entorno tentam convencer o segurança a liberá-lo, em vão.

O vigilante tem pelo menos outras três passagens pela polícia e poderá responder por homicídio doloso. Além de ter agredido a ex-companheira na frente dos filhos, Davi Ricardo Moreira Amâncio também responde por lesão corporal culposa e porte ilegal de arma.

Segundo o advogado da família do rapaz morto, a expectativa é que Davi responda por homicídio doloso. “ Não há qualquer justificativa que ampare a conduta do segurança. Ele agiu com dolo extremo. Ao promover a contrição na área do pescoço, onde temos a artéria aorta, responsável por levar o sangue até o cérebro, ele assumiu o risco de provocar a morte da vítima” - Marcello Ramalho, advogado da família da vítima.

O caso envolvendo a lesão corporal culposa ocorreu em 2012, quando o segurança se envolveu num atropelamento com moto. Amâncio não tinha habilitação específica para conduzir o veículo. A outra ocorrência é do ano passado, quando numa blitz o vigilante e outros dois homens foram flagrados com uma arma que não era dele.

A agressão à ex-companheira ocorreu em fevereiro de 2015, quando ele agrediu a mulher com vários socos na frente dos filhos durante uma discussão motivada por ciúmes. Por esse caso, ele foi condenado, em 2017, a três meses de prisão.

Ter sido condenado impediria Amâncio de trabalhar como segurança, mas, como foi contratado em maio de 2017, sete meses antes da condenação, a Polícia Federal só iria rever a situação no curso de reciclagem, em maio deste ano. 

Fonte: G1. COM
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